Nossos Bares e Restaurantes...

Ambientes Ideais para Reencontrar seus Amigos...

Espaço

Restaurante Social

RESTAURANTE

A verdadeira cozinha contemporânea você encontra aqui.

  • Menu À La Carte
  • Clássicos Ingleses
  • Petiscos & Sanduíches
  • Sobremesas
  • Menu Bebidas
  • Carta de Vinhos

Horário de Atendimento:

2ª feira –  Fechado.

De 3ª a 5ª feiras – das 12h às 15h | 19h às 22h.

6ª feiras – das 12h às 15h | 19h às 23h30.

Sábados, Domingos e Feriados – das 12h às 17h.

PUB

O mais britânico PUB de São Paulo.

  • Petiscos & Sanduíches
  • Drinks & Cervejas
  • Carta de Vinhos

Horário de Atendimento

2ª feira – Fechado.
De 3ª a 5ª feiras  das 12h às 23h.
6ª feiras – das 12h à 00h30(*).
Sábados – das 12h às 23h.
Domingos e Feriados -das 12h às 19h.

* Na última sexta-feira do mês o PUB fechará à 1 a.m

 

Espaço

Bares SPAC Sede

BAR DA ESQUINA

O melhor ponto de encontro do SPAC!

  • Petiscos & Sanduíches
  • Snaks
  • Bombonière
  • Lanches Naturais
  • Bebidas
  • Vinhos e Espumantes

Horário de Atendimento

De 2ª a 6ª feira – 7h às 22h.
Sábados – das 7h às 20h.
Domingos e Feriados – das 7h às 19h.

BAR DA PISCINA

Para quem busca descontração e praticidade!

  • Petiscos & Sanduíches
  • Snaks
  • Bombonière
  • Lanches Naturais
  • Bebidas
  • Vinhos e Espumantes

Horário de Atendimento

De 2ª a domingo (alta temporada) – das 10h às 18h.

 

 

BAR DO BOWLS

A vista mais privilegiada do SPAC. Um charme de Bar!

  • Petiscos & Sanduíches
  • Snaks
  • Bombonière
  • Lanches Naturais
  • Bebidas
  • Vinhos e Espumantes

Horário de Atendimento:

Sábados, domingos e feriados – 9h às 18h.

 

Espaço

Enfermaria

Horário de Funcionamento

SPAC Sede
2ª a 6ª feira – das 7h às 22h.
Sábados, domingos e feriados – das 8h às 18h.

SPAC Santo Amaro
3ª a 6ª feira – sem serviço
Sábados, domingos e feriados – das 8h às 18h.

Lembramos que os serviços regulamentos pelo COREN (Conselho Regional de Enfermagem) são:

  • Fazer curativos;
  • Aferir pressão arterial;
  • Medição de temperatura;
  • Uso do Desfibrilador;
  • Acionamento de Ambulância.

 

Espaço

Biblioteca

Regimento Biblioteca – SPAC Sede 

  1. BIBLIOTECA

A Biblioteca localiza-se na unidade Sede do CLUBE ATLÉTICO SÃO PAULO. O horário de funcionamento é das 8h às 13h e das 14h às 17h, de 3ª a 6ª feira; e das 9h às 13h e das 14h às 18h aos sábados. Aos feriados a Biblioteca não funciona.

  1. EMPRÉSTIMOS
  • Empréstimo é reservado a Associados (as) e Funcionários do Clube;
  • O leitor poderá retirar quatro livros por vez;
  • O prazo para devoluções das obras emprestadas é de três semanas, podendo ser prorrogado, se o livro não for solicitado por outro leitor;
  • As renovações e empréstimos deverão ser feita pessoalmente ou pelo telefone;
  • Obras em atraso não poderão ter seu prazo de empréstimo renovado.

 

  1. PENALIDADE
  • Todo material que não for devolvido dentro no prazo marcado, ficará sujeito à multa de R$0,50 por dia e será considerada dívida ativa do Associado;
  • Caso o leitor esteja impossibilitado de devolver a obra (doença/outros), ele deverá avisar imediatamente à Biblioteca do Clube.

 

3.1 PERDAS DE MATERIAL EMPRESTADO:

  • O leitor deverá providenciar sua imediata reposição ou pagamento da obra;
  • Estando a obra esgotada, o leitor deverá pagar a Biblioteca a quantia correspondente ao valor da obra, ou então, consultar sobre o interesse de substituí-lo por outra obra;
  • A não reposição da obra extraviada implicará no cancelamento definitivo da inscrição do leitor, quer para empréstimo, quer para consulta e será cobrado o valor do livro para reposição do título na biblioteca;
  • Não será aceita a devolução de livros com rasuras, manchas, falta de páginas ou quaisquer outros tipos de danos;
  • Pedimos aos leitores da Biblioteca observar, com atenção, as normas acima citadas deste regulamento, visando com isso o melhor atendimento e prestação de serviços por parte da mesma.

 

  1. DANOS NO MATERIAL EMPRESTADO:

Não será aceita a devolução de livros com rasuras, manchas, falta de páginas ou quaisquer outros tipos de danos;

Pedimos aos leitores da Biblioteca observar, com atenção, as normas acima citadas deste regulamento, visando com isso o melhor atendimento e prestação de serviços por parte da mesma.

 

Leia sempre. Incentive seus filhos a ler. Compartilhe com seus amigos.

Espaço

Memorial Charles Miller

CHARLES WILLIAM MILLER

 * 1894 * 1994 *

John Miller, que tinha chegado à terra paulistana ainda solteiro, casou-se com Carlota Alexandrina Fox, ou “Tia Carlota”, como seria conhecida pela grande Família Fox. Eles tiveram um filho, batizado como Charles William Miller, considerado o “Pai do Futebol Brasileiro”, ou “Introdutor do Esporte Bretão” no Brasil.
Charles Miller nasceu no dia 24 de novembro de 1874 na chácara de seus avós maternos, Henry Fox e Harriett Mathilda Rudge Fox, na Rua Monsenhor de Andrade nº 24, no bairro do Brás, que décadas depois seria reduto dos imigrantes italianos que chegavam em São Paulo.
Charles Miller, após concluir seus estudos preliminares seguiu para a Inglaterra, em junho de 1884 a fim de completar sua educação, como era costumeiro naqueles tempos para filhos britânicos. Ele tinha 9 anos quando foi enviado a Banister Court School, um ano antes da fundação do Southampton Football Club – então St. Mary’s Football Club.
St. Mary’s, hoje conhecido mundialmente como Southampton Football Club, sendo um dos destaques da atual Premier League da Inglaterra (antiga Primeira Divisão), foi fundado em 1885 por um grupo de rapazes da YMCA (Associação Cristã de Jovens) associados a St. Mary’s, a paróquia de Southampton. Eles se reuniram com o Rev. A.B. Sole, quando decidiram fundar um clube de futebol, que seria chamado St. Mary’s Football Club, e o cônego, depois Arcebispo Wilberforce, foi seu primeiro presidente.
A escola era uma grande instituição para um garoto com inclinações esportivas.
Naquela época, naturalmente, estavam sempre de olho no melhor talento local e não ficavam constrangidos em convidar jogadores de clubes rivais para “amistosos”. Assim, aos 17 anos de idade, Miller foi escalado no jogo contra a equipe do Exército da Divisão de Aldershot. Esse jogo foi realizado no dia 18 de abril de 1892, no campo do Hampshire County Cricket Club.
Miller aprendeu a jogar futebol durante este período de estudos na Inglaterra. Apesar de bom aluno, preocupava-se mais com o seu desempenho esportivo, sempre testando diversas posições, até encontrar aquela em que faria sucesso, a de atacante. Também jogava críquete e rugby, ocasionalmente. 
Podemos até imaginar o diálogo entre o professor do Banister Court School e o treinador do St. Mary’s:
“Temos aqui na escola vários bons garotos que levam jeito para o futebol, especialmente um chamado Charlie Miller, que veio do Brasil, parece ter nascido para este jogo. Um raro talento, é tão bom como ouro. É um atacante nato e recomendo-lhe que o experimente, não vai se arrepender”.
O “Southampton Times” comentou com certo desapontamento que os visitantes não trouxeram seu “melhor onze” e que pelo menos três jogadores titulares do “Southampton – St. Mary’s” estavam ausentes. St. Mary’s ganhou por 3 a 1 e Miller marcou um gol. Os comentários futebolísticos estavam nascendo, jornalistas frequentemente ignoravam as identidades dos jogadores, e as descrições das jogadas eram ambíguas e obscuramente imaginárias. Esse foi o batismo de Charles Miller no futebol inglês e não poderia ter sido mais auspiciosa a sua estreia.
Dois dias após este primeiro jogo, Charles Miller disputava outro que também viria a ter uma importância muito grande para o futebol brasileiro. Foi convidado para disputar um jogo amistoso pelo mais famoso clube amador da época na Inglaterra, o Corinthian Football Club (cujo nome serviu de inspiração para o clube brasileiro.
O Corinthian Football Club foi fundado em Londres em 1882, e numa quinta-feira, 26 de outubro do mesmo ano, jogaram e venceram a sua primeira partida, derrotando o St. Thomas Hospital nos gramados de Lambeth Palace por 2 gols a 1.
Antes de voltar ao Brasil, foi agraciado pela escola em que estudava com um prêmio pela sua dedicação na organização do futebol e de outros esportes dentro do colégio.
Que futuro grandioso esperava pelo garoto Charles Miller, e assim como florescia a sua carreira esportiva no Banister Court School, ele também encontrou seu lugar no ataque do St. Mary’s e na Seleção de Hampshire.
Para sorte do futebol brasileiro, Charles Miller retornou à sua terra natal em novembro de 1894. Assim como muitos outros ingleses, na mala carregavam os “tesouros” com os quais ajudariam a difundir o jogo que eles tanto apreciavam na Inglaterra. Ao desembarcar em solo brasileiro, Charles Miller possuía em sua mala itens que dariam origem ao futebol no Brasil: um livro de regras do “Association Football”, adquirido numa loja de material esportivo em Southampton; uma camisa da equipe da Bannister Court School e outra do St Mary’s; duas bolas de capotão; um par de chuteiras e uma bomba de ar para encher as bolas.
Entre 1902 e 1904, jogando pela equipe do São Paulo Athletic Club – SPAC, Charles Miller se tornou tricampeão paulista. Ele foi artilheiro do campeonato por duas vezes. Jogou no clube até 1910, quando encerrou sua carreira.
Charles Miller faleceu em São Paulo, aos setenta e nove anos de idade, no dia 30 de junho de 1953. Nos últimos anos, sua esposa Antonieta Rudge cuidou dele. Quando o cortejo fúnebre passava vagarosamente entre o Hospital Samaritano e o Cemitério dos Protestantes, o jogo que estava em andamento no Pacaembu parou em homenagem ao “Pai do Futebol Brasileiro”.
No dia seguinte, todos os jornais, “O Estado de São Paulo”, “A Gazeta Esportiva”, a “Folha do São Paulo” etc., traziam longos artigos sobre a vida e obra de Charles Miller. Porém, o primeiro parágrafo do extenso obituário do “The Times of Brazil” parece-me o mais eloquente:
“Nenhum dos amigos fiéis de Charles Miller, que viram passar sobre ele as sombras da vida já há algum tempo, realmente lamentarão sua passagem para o estágio futuro no qual seu vigor prístino será a ele restaurado. Nós sentiremos pesar pela sua ausência, é verdade, porém esta passagem é inevitável para todos nós, e se podemos enfrentá-la tão agradavelmente como ele o fez tudo estará bem.
Ele deixa para trás um grande nome imaculado no esporte, sem mesquinharia ou inveja, e passa sobre nós com os melhores desejos de seus inúmeros amigos. Que mais pode um homem desejar? ”
“The Times of Brazil” prossegue em um precioso resumo: “Todos os que o conheciam gostavam dele, e sua simplicidade peculiar conquistava todos os corações. Nunca foi um homem espetacular, era simples e gentil demais, mas foi reservado para poucos capturar a imaginação de toda uma nação como ele fez.
Charles Miller tem sido para o futebol local algo como Charles Chaplin foi para o cinema. Ambos homens simples e de baixa estatura, porém com uma atração singular.
Charles Miller foi um verdadeiro esportista. Podia jogar futebol, críquete, tênis, ‘bowls’, bilhar e golfe com igual graça e facilidade. Também era um homem que jamais questionou uma decisão dos juízes ou pediu uma falta. Era sempre um cavalheiro em campo. Graças a Deus. Um anglo paulista precisa de muito para ser derrubado”.

CHARLES MILLER E O SPAC

 Charles Miller desembarcou no porto de Santos em novembro de 1894, aos 20 anos. E o ambiente perfeito para disseminar o futebol era o São Paulo Athletic Club, criado em 1888 principalmente para a prática de críquete. O jovem brasileiro passou a se reunir com os novos interessados pela modalidade ao final do verão, com a volta das atividades do clube após as férias. Para, enfim, ensinar as regras e realizar a partida histórica em 13 de abril de 1895.
Estranhou um pouco pois não viu nada de “football”, ou futebol, assim batizado em terra paulistana, pois nessa época o Clube estava muito arraigado do jogo de Cricket.
A ideia fixa na cabeça dele era difundir o “football”, que ele tanto tinha apreciado na Inglaterra. A missão de Charles Miller de introduzir o futebol no Brasil começou em 1952. Num depoimento neste ano à Revista “O Cruzeiro”, Miller relata como foi o primeiro treino em solo paulistano:
“Numa tarde fria de outono em 1895, reuni os amigos e convidei-os a disputarem uma partida de “football”. Aquele nome, por si só já era uma novidade, já que naquela época só conheciam o Crícket.
Os sócios do São Paulo Athletic Club não levaram o seu apego ao crícket e à tradição ao ponto de desprezar de todo o futebol. Estavam ansiosos para aceitar as novidades. Aos poucos foram-se aumentando os treinos na Chácara da Família Dulley, onde existe hoje a Rua Três Rios no Bom Retiro, e lá tiveram llugar, cada vez mais animados, esses treinos e bate bolas.
Miller já tinha começado a trabalhar na São Paulo Railway, e ensinava por lá o “bê-à-bá” do futebol; chutar a bola, cobrar laterais, pênaltis, driblar, tiros indiretos, “corners”, passes, marcação, o “chegar junto”. Esses ensinamentos entusiasmaram os britânicos  da SP Railway, os da Companhia de Gás e do London Bank;
Esses treinos fechados valeram para que a cidade ficasse sabendo que lá pelos lados da Luz, do Bom Retiro, um grupo de britânicos maníacos punham-se a dar pontapés numa coisa parecida com bexiga de boi que entrava num retângulo formado por paus.
Pouco a pouco estava tudo propício para o primeiro jogo, em 14 de abril de 1895, disputado na Várzea do Carmo. Com mais traquejo e com maior número de praticantes, Miller convocou a turma para o primeiro cotejo regulamentar: “The Gas Work Team”, que era integrado por empregados da companhia, contra “The São Paulo Railway Team”, formado por funcionários desta ferrovia. Foi em 14 de abril de 1895. A “The Gas Work Team” venceu  a“The São Paulo Railway Team” por 4 a 2.
Charles Miller seguia com grande reputação graças ao talento que também exibia em campo. O SPAC e os outros clubes paulistanos, contudo, permaneceram limitados a amistosos até a virada do século. A iniciativa de se criar uma liga paulista e colocar uma taça em disputa só se concretizou em 1902. Como liderança do São Paulo Athletic Club, o atacante participou da fundação do torneio que reuniu outros cinco clubes paulistanos: o Germânia, o Internacional, o Mackenzie e o Paulistano.
Charles Miller seguiu como referência do São Paulo Athletic Club no bicampeonato em 1903. Anotou três gols na contestada campanha de sua equipe, especialmente pela atuação da arbitragem no novo jogo de desempate contra o Paulistano. Por fim, a posse definitiva da taça veio com o tri no Paulistão de 1904. Miller outra vez terminou a disputa como artilheiro, anotando nove gols. E, pelo terceiro ano consecutivo, o SPAC derrotou o Paulistano em uma partida-extra. O capitão marcou o tento decisivo na vitória por 1 a 0, ovacionado pela torcida no Velódromo ao receber o troféu.
E foi o primeiro jogo em terra paulista e brasileira o alicerce ou “pedra fundamental” que transformou esse novo jogo de futebol no “Esporte das Multidões”, e que transformaria o Brasil no “País do Futebol”.