SPAC Santo Amaro

O Clube de Campo do SPAC!

Um lugar que treina e forma campeões...

Muito verde para se exercitar ou apenas relaxar.

E atividades esportivas para todo mundo!

Muito prazer: Nós somos o SPAC Santo Amaro!

Campo de Futebol * Campinho * Campo de Rugby * Academia  * Quadras Rápidas * Quadras de Squash * Quadra Poliesportiva * Piscina Adulto e Piscina Infantil  * Bares * Restaurante  * PUB * Churrasqueira * Berçário * Parquinho * Amplo Estacionamento *

Av. Atlântica, 1448 – Socorro – São Paulo – SP
11 | 5686-2220 | stoamaro@spac.org.br
De 3ª a 6ª Feira – das 8h às 21h. Sábados, Domingos e Feriados – das 8h às 20h.

O SPAC, desde 1928 possuía uma concessão para utilizar os campos de Pirituba e era lá onde se jogavam o Rugby, o Futebol e o Cricket. Com a absorção da São Paulo Railway, Pirituba estava com seus dias contados mas os esportes continuavam muito concorridos e cada vez mais populares.

O dia em que o Clube teve, finalmente, que deixar Pirituba, significando o fim do Cricket, Rugby e os “Sports Days”, Ronnie Macintyre, filho de Jimmy, relatou que uma noite, seu pai, um homem de muita visão, chegou em casa e com ar decidido, declarou: “Os esportes coletivos estão acabando em Pirituba, porém vamos ressuscitá-los em algum outro lugar”.

E em 1958, sob a presidência do sr. Ronnie Holland, uma comissão foi criada, com George E Cleaver e Jimmy Macintyre, para procurar um novo terreno,  no qual poderiam ser instalados campos para os esportes coletivos do Clube.

O Conselho Deliberativo, comprou com as melhores das intenções, na planta e sem tê-la visto, uma leva da terra da Light and Power Co. Esta ficava no distante bairro de Veleiros, à beira da Represa de Guarapiranga, numa área de alagamento, perto do Yach Club SPYC. A palavra “alagamento” fez tremer alguns dos Diretores  quando visitaram pela primeira vez este terreno longínquo. Em janeiro de 1959, Macintyre, Cleaver e outros Diretores foram a Veleiros , passando pela Ponte do Socorro, para verificar a famosa leva da terra, localizada na Avenida dos Lagos, que depois seria chamada de Avenida Atlântica.

Desapontamento total! O terreno estava totalmente inundado por estar no nível da represa e ser época das chuvas de verão. Porém, nada interferiria nos esforços hercúleos da Diretoria e de Macintyre para ali instalarem a futura sede campestre e esportiva do SPAC.

A primeira tarefa era elevar o terreno para evitar futuras inundações e aguardar que as águas recusassem. Estas, milagrosamente baixaram e, junto com seu filho, Ronnie, Macintyre percorreu, durante muitos sábados e domingos, fábricas que estavam sendo instaladas e estavam na etapa de terraplanagem. O poder de convencimento e a honestidade da solicitação permitiram que mais de 800 caminhões de terra fossem obtidos gratuitamente para o nivelamento dos Campos de Futebol, Rugby e Hóquei.

A próxima etapa seria a parte de paisagismo e jardinagem, vida e alma de um clube, e mudas e árvores tinham que ser plantadas. Como o clube não tinha dinheiro para esse embelezamento, Macintyre novamente, por meio da amizade com o então Chefe da Interpol, Sr. Humberto de Moraes Novaes, conseguiu, totalmente sem ônus para o clube, grama da Prefeitura de São Paulo. Todas as mudas de plantas e árvores de pinheiros e eucaliptos vieram da Prefeitura de Jundiaí, onde Macintyre tinha uma fábrica de cerâmica.

Nessa mesma fábrica, Macintyre foi além. Com suas próprias mãos, construiu todas as mesas do atual bar e painéis de madeira que revestem as paredes do “Centenary Tavern” e do “Jimmy’s Room”, hoje sala de TV e Carteado. Finalmente, foi construída a primeira sede, com restaurante, bar e vestiários femininos e masculinos, duas Quadras de Tênis, um “Putting-Green” e, posteriormente, uma Quadra de “Squash”.

Tudo foi plantado com o maior esmero e dedicação. Todos esses frutos podem ser vistos hoje no maravilhoso “oásis” que o clube possui em Santo Amaro, para passar de geração em geração. Jimmy Macintyre foi homenageado, alguns anos depois, como “Sócio Honorário”, pelos excelentes serviços prestados ao clube.

(Trechos do Livro Charles William Miller, 1894 * 1994, de John R Mills).